Ovelha Churras Mondegueira

Caracterização Genética

As raças ovinas churras Mondegueira do norte de Portugal têm pouca diferenciação genética, com fluxo de genes evidente entre elas, tornando-as bastante semelhantes (Santos-Silva F. et al., 2009).

A análise com marcadores genéticos mostra que estas raças são um importante reservatório de diversidade. A Mondegueira está no mesmo grupo que as raças Churra da Terra Quente, Galega Bragançana e Galega Mirandesa, com diferenças muito pequenas.

A Churra da Terra Quente é especialmente próxima da Mondegueira, mostrando uma forte influência desta na sua formação (Santos-Silva F. et al., 2008). No geral, a Mondegueira está mais próxima da Churra da Terra Quente e um pouco mais distante das outras raças churras do norte.

Da análise da estrutura genética de populações animais ovinas churras portuguesas, nas raças geograficamente próximas, o nível de diferenciação tende a ser pequeno e o fluxo de genes entre raças parece evidente, conduzindo a uma certa similaridade entre as raças churras do norte do país (Santos-Silva F. et al., 2009).

A avaliação da diversidade e diferenciação genética nas raças ovinas churras com marcadores microssatélites confirma que as raças ovinas churras autóctones representam um importante reservatório de diversidade genética. Nesta análise, a raça ovina Mondegueira permanece no mesmo cluster das raças Churra da Terra Quente, Galega Bragançana e Galega Mirandesa. Estas raças churras do norte de Portugal apresentam um nível de diferenciação extremamente baixo. A raça Churra da Terra Quente está muito perto da raça Mondegueira, sugerindo uma influência muito forte da raça Mondegueira na formação da raça Churra da Terra Quente. (Santos-Silva F. et al., 2008).

Da análise do agrupamento que inclui todas as raças churras do norte do país podemos concluir que, de uma forma global, a raça Mondegueira encontra-se mais próxima da raça Churra da Terra Quente e ligeiramente mais afastada das outras raças churras do norte do país.

Ovelha Churras Mondegueira

Padrão da Raça

Os ovinos da raça Mondegueira são animais de notável rusticidade, de regular desenvolvimento corporal, eumétrico (que representa o peso e proporções normais da espécie) e de perfil ortoide (que tem os planos craniofaciais paralelos).
São animais de corpulência média que apresentam lã de tipo churra, de cor branca, que por vezes apresentam os lábios pigmentados de preto ou castanho. Tem velo de extensão mediana, pouco tochado ou apertado (aprecia-se pela dificuldade de penetrar a mão no velo e de comprimir as suas madeixas), que não recobre a cabeça, as extremidades dos membros e a barriga. Ambos os sexos possuem cornos em espiral mais ou menos aberta, rugosos e de secção triangular. O padrão da raça constante do regulamento do Livro Genealógico está em “mais informações” abaixo.

• Estatura média e de cor branca. O peso vivo nos adultos é de 50 a 60 Kg nos machos e 40 a 50 kg nas fêmeas;

• Pele fina e untosa de cor geralmente branca, por vezes com pigmentação à volta dos olhos, orelhas e extremidades dos membros;

• Velo de mediana extensão, pouco tochado, de madeixas pontiagudas que reveste o pescoço e o tronco, com exceção de partes da barriga e partes livres dos membros;

• Cabeça de volume médio, deslanada, mas com tufo de lã na fronte (poupa), perfil craniano reto, chanfro ligeiramente convexo, sobretudo nos machos, orelhas horizontais de comprimento médio, cornos em ambos os sexos em forma de espiral aberta, rugosos e de secção triangular, boca grande de lábios grossos por vezes pigmentados de preto ou castanho, olhos grandes;

• Pescoço estreito de forma triangular, revestido de lã, sem barbela nem pregas, com ligação regular ao tronco;

• Peito estreito com costelas ligeiramente arqueadas, linha dorso-lombar horizontal com dorso e lombos estreitos, o ventre é de volume médio e por norma deslanado, garupa curta estreita e um tanto descaída;

• Membros geralmente finos mas fortes, deslanados na parte terminal, nádega pouco desenvolvida, unhas rijas;

• Úbere de forma globosa, de bom volume, revestido por uma pele fina e elástica, com sulco mediano evidente, tetos de bom desenvolvimento e bem implantados.

CARATERES MORFOLÓGICOS

Médias dos elementos biométricos

(metros)

 

Machos

 

Fêmeas

Altura do garrote

0,684

0,603

Comprimento do tronco

0,696

0,637

Altura do tórax

0,322

0,286

Perímetro torácico

0,909

0,821

Comprimento da garupa

0,227

0,207

Largura da garupa (ilíaca)

0,181

0,175

Largura da garupa (coxofemoral)

0,238

0,226

(fonte: segundo Sá e Glória 1959, citado por Pimentel J., 1995)

Ovelha Churras Mondegueira

Caracteres Morfológicos

Médias dos elementos biométricos

(metros)

 

Machos

 

Fêmeas

Altura do garrote

0,684

0,603

Comprimento do tronco

0,696

0,637

Altura do tórax

0,322

0,286

Perímetro torácico

0,909

0,821

Comprimento da garupa

0,227

0,207

Largura da garupa (ilíaca)

0,181

0,175

Largura da garupa (coxofemoral)

0,238

0,226

(fonte: segundo Sá e Glória 1959, citado por Pimentel J., 1995)

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